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Os melhores colaboradores não são necessariamente os que trabalham mais horas

Ago 24, 2026 | Dimep Blog

Quem é o melhor colaborador da equipa?

Durante muito tempo, existiu uma resposta quase automática: aquele que chega primeiro, sai mais tarde e está sempre disponível.

Mas estar mais horas no local de trabalho não significa necessariamente produzir mais, colaborar melhor ou acrescentar mais valor à empresa.

Uma boa equipa não se constrói com uma competição para ver quem fica mais tempo no escritório.

Constrói-se com pessoas responsáveis, organizadas, autónomas e capazes de trabalhar em conjunto.

E há hábitos simples que fazem uma grande diferença.

1. Cumprir compromissos — incluindo horários

Pontualidade e assiduidade continuam a ser importantes.

Mas não porque o objetivo seja controlar cada minuto do colaborador.

Cumprir os horários acordados permite que a restante equipa se organize, que turnos funcionem corretamente e que responsabilidades não sejam transferidas inesperadamente para outras pessoas.

Num contexto de equipa, cumprir um horário é também cumprir um compromisso com os colegas.

2. Comunicar quando alguma coisa muda

Imprevistos acontecem.

Uma doença.

Uma necessidade familiar.

Um atraso.

Uma alteração inesperada.

O problema raramente é existir um imprevisto. É a organização não ter informação para reagir a tempo.

Um colaborador que comunica uma ausência ou alteração de forma clara ajuda a empresa e os colegas a reorganizarem-se.

E uma empresa que disponibiliza processos simples para comunicar e gerir essas situações facilita essa responsabilidade.

3. Registar corretamente a informação

“Ontem fiquei mais duas horas.”

“Esqueci-me de registar a entrada.”

“Acho que ainda tenho horas para compensar.”

Quando horários, ausências ou horas extraordinárias dependem da memória, aparecem dúvidas para todos.

Um bom hábito é garantir que a informação é registada quando acontece.

Mas existe aqui uma responsabilidade partilhada: a empresa deve tornar esse registo simples.

Se um processo é demasiado complexo, disperso ou demorado, aumenta a probabilidade de erro.

4. Ter autonomia sem deixar de comunicar

Um bom colaborador não precisa de perguntar constantemente o que fazer a seguir.

Mas autonomia também não significa trabalhar isoladamente.

Significa conhecer as responsabilidades, tomar decisões dentro da sua função e saber quando é necessário envolver outras pessoas.

Quanto mais claros forem os processos e a informação disponível, mais fácil é criar essa autonomia.

5. Trabalhar para o resultado, não para o relógio

Estar ocupado e ser produtivo não são a mesma coisa.

Nem sempre mais horas significam melhores resultados.

Uma cultura saudável deve valorizar o cumprimento das responsabilidades, a qualidade do trabalho, a colaboração e a capacidade de organização — e não transformar a permanência no local de trabalho numa medida isolada de desempenho.

Até porque uma gestão rigorosa da assiduidade não existe para premiar quem fica mais tempo.

Existe para garantir que o tempo de trabalho é registado e gerido de forma clara.

Bons hábitos também dependem de bons processos

É fácil pedir aos colaboradores que sejam organizados.

Mais difícil é perceber se a própria empresa lhes permite sê-lo.

Como é feito um pedido de férias?

Como é comunicada uma ausência?

Onde consulta um colaborador o seu horário?

Como verifica os seus registos?

Como são tratadas alterações ou horas extraordinárias?

Se cada resposta envolve um email, uma folha Excel, uma mensagem ou perguntar a alguém dos Recursos Humanos, o problema pode não estar no comportamento da equipa.

Pode estar no processo.

A tecnologia deve retirar fricção, não acrescentá-la

Uma boa gestão de pessoas não se faz apenas com tecnologia.

Mas a tecnologia pode retirar muito trabalho administrativo da relação entre empresa, gestores e colaboradores.

Centralizar horários, registos, férias, ausências e outras informações relacionadas com assiduidade permite reduzir dúvidas e dar maior autonomia às diferentes partes.

O responsável de RH deixa de ser interrompido para responder repetidamente a questões que poderiam ser consultadas diretamente.

O gestor tem informação para organizar a equipa.

E o colaborador tem maior visibilidade sobre os seus próprios registos.

É aqui que a tecnologia deixa de ser apenas uma ferramenta de controlo e passa a apoiar a organização da empresa.

Gerir melhor não significa controlar mais

Existe uma diferença importante.

Controlar pessoas e ter controlo sobre os processos não são a mesma coisa.

Uma empresa organizada não precisa de vigiar constantemente os colaboradores.

Precisa de regras claras, informação fiável e processos que todos compreendam.

Quando isso existe, há menos espaço para dúvidas, conflitos e tarefas administrativas desnecessárias.

E mais espaço para aquilo que realmente interessa: o trabalho que está a ser feito.

O papel da empresa na construção de uma boa equipa

Responsabilidade não pode existir apenas de um lado.

As empresas querem colaboradores pontuais, autónomos, organizados e responsáveis.

Mas também precisam de criar condições para que esses comportamentos sejam fáceis de adotar.

  • Processos simples.
  • Expectativas claras.
  • Informação acessível.
  • Ferramentas adequadas.
  • Uma gestão que valorize resultados sem confundir produtividade com simplesmente passar mais horas a trabalhar.

No final, os melhores colaboradores não são necessariamente aqueles que trabalham mais.

São aqueles que ajudam a equipa a funcionar melhor.

E as melhores empresas são aquelas que lhes dão condições para o fazer.